Vou fazer como sempre, enxugar meu rosto, levantar a cabeça e seguir em frente. Pode ser que doa, não hoje, não amanhã, ou talvez sempre. Quem sabe ele volte algum dia. Ninguém sabe, talvez nunca saiba. Enquanto ele não vem, vou sorrir como se estivesse tudo bem. Suspirar. E aguentar. Aguentar mais uma vez essa dor que insiste em ficar. Só sobram lembranças daquilo que fomos, e daquilo que nunca chegamos a ser. Tenho medo do tempo, do vento, levar todas essas lembranças. Ás únicas que guardo.Talvez eu esteja sendo obrigada a esquecer. Parece que me suplica isso, com a maior vontade, o maior desejo. O esquecimento me assusta. Talvez eu nunca mais o procure, ou talvez o procure sempre. Pode voltar, quando quiser, na hora que quiser. Tudo se espera.
O meu mundo não esta tão colorido. Como uma televisão sem cor, sem graça; minha sobrevivência.
Minhas frases saem descontroladas e mortas, sem sentido, sem vontade. Busquei a cura de todo esse mal, mas percebi que a tristeza não é tão ruim, ela apenas nos mostra o motivo pelo que fugimos durante tempos e tempos. Talvez tudo tenha sido um sonho. Ando confundido esses antônimos sinônimos; realidade e sonho.
Enquanto ele não vem, vou colocar uma maquiagem escura, como uma mascara mesmo. Tento esconder, vou escondendo. Na espera que volte, que volte para mim.

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