Até para aprender se leva um tempo. Até esquecer se leva um tempo, ou talvez nunca se esqueça. Mas tudo se leva um tempo. Por um tempo procurei me esconder, procurei fechar os olhos para o mundo. E abria, abria sim, apenas ao seu encontro. Essa ausência não me fez ser melhor, nem pior. Mais fraca ou mais forte. Talvez jamais irei amar alguém como ele, talvez jamais me entregarei tão completamente. Mas esse são apenas os ''talvez''. Eu o amo, e esse nunca foi um talvez, essa então seja minha maior certeza. A ausência talvez seja a coisa mais dolorosa. Na verdade, nem posso dizer ser ausência, pois este tão presente. Se tudo que entra, saí... Tudo que se ama, se desama. Correto? Errado. Tudo que se ama, fica, se prende, se agarra as entranhas. Fica. Sobrevive as tempestades. Se instala. Mas, mais cedo ou mais tarde, verá, verá o quanto amei, o quanto lutei, e ainda luto. Aprendendo. Aprendendo a sorrir com o tempo. Aprendendo a sobreviver aos dias. E nunca, nunca me esquecendo desse passado tão presente.

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