Tudo se torna complicado quando a sobrevivência se torna uma tarefa difícil de ser cumprida. Quando as pessoas insistem em se afastar. Quando os 365 se tornam eternos.
domingo, 16 de outubro de 2011
Escrevo
Escrevo para tentar entender, escrevo porque sempre me deixou mais aliviada. Me faz re-nascer, me faz ter esperanças. Escrevo para passar meu tempo, e para que eu consiga aguentar a dor de guardar todas minhas palavras que já foram tuas. Guardo-as , escondo-as. Talvez um dia consiga viver uma vida sem escritas, sem livros. Sem esse meu mundo. Mas é como um esconderijo, ao me machucarem corro para letras, livros, escritas, preencho-me por um tempo, pequeno que seja, ali eterno. As pessoas fazem suas escolhas, temos que aceitar, ando aceitando. Mesmo que doa, aceitar vem sendo minha única alternativa. Escrevo. Só tenho essa companhia. Boa, que seja boa. Algumas pessoas criam novas metas, e esquecem o passado, pula, esquece, realmente. Pensam nelas. Apenas. Que seja... Escrevo, porque é minha saída, meu refúgio.Fecho meu mundo, para não encontrar o seu. Fecho caminhos, vidas. Ando em busca da minha. Escrevo, para me encontrar. Só para me encontrar. Novamente. Não em outras pessoas. Mas em mim. Cansei
sábado, 15 de outubro de 2011
Aprender
Até para aprender se leva um tempo. Até esquecer se leva um tempo, ou talvez nunca se esqueça. Mas tudo se leva um tempo. Por um tempo procurei me esconder, procurei fechar os olhos para o mundo. E abria, abria sim, apenas ao seu encontro. Essa ausência não me fez ser melhor, nem pior. Mais fraca ou mais forte. Talvez jamais irei amar alguém como ele, talvez jamais me entregarei tão completamente. Mas esse são apenas os ''talvez''. Eu o amo, e esse nunca foi um talvez, essa então seja minha maior certeza. A ausência talvez seja a coisa mais dolorosa. Na verdade, nem posso dizer ser ausência, pois este tão presente. Se tudo que entra, saí... Tudo que se ama, se desama. Correto? Errado. Tudo que se ama, fica, se prende, se agarra as entranhas. Fica. Sobrevive as tempestades. Se instala. Mas, mais cedo ou mais tarde, verá, verá o quanto amei, o quanto lutei, e ainda luto. Aprendendo. Aprendendo a sorrir com o tempo. Aprendendo a sobreviver aos dias. E nunca, nunca me esquecendo desse passado tão presente.
Enquanto ele não volta.
Vou fazer como sempre, enxugar meu rosto, levantar a cabeça e seguir em frente. Pode ser que doa, não hoje, não amanhã, ou talvez sempre. Quem sabe ele volte algum dia. Ninguém sabe, talvez nunca saiba. Enquanto ele não vem, vou sorrir como se estivesse tudo bem. Suspirar. E aguentar. Aguentar mais uma vez essa dor que insiste em ficar. Só sobram lembranças daquilo que fomos, e daquilo que nunca chegamos a ser. Tenho medo do tempo, do vento, levar todas essas lembranças. Ás únicas que guardo.Talvez eu esteja sendo obrigada a esquecer. Parece que me suplica isso, com a maior vontade, o maior desejo. O esquecimento me assusta. Talvez eu nunca mais o procure, ou talvez o procure sempre. Pode voltar, quando quiser, na hora que quiser. Tudo se espera.
O meu mundo não esta tão colorido. Como uma televisão sem cor, sem graça; minha sobrevivência.
Minhas frases saem descontroladas e mortas, sem sentido, sem vontade. Busquei a cura de todo esse mal, mas percebi que a tristeza não é tão ruim, ela apenas nos mostra o motivo pelo que fugimos durante tempos e tempos. Talvez tudo tenha sido um sonho. Ando confundido esses antônimos sinônimos; realidade e sonho.
Enquanto ele não vem, vou colocar uma maquiagem escura, como uma mascara mesmo. Tento esconder, vou escondendo. Na espera que volte, que volte para mim.
O meu mundo não esta tão colorido. Como uma televisão sem cor, sem graça; minha sobrevivência.
Minhas frases saem descontroladas e mortas, sem sentido, sem vontade. Busquei a cura de todo esse mal, mas percebi que a tristeza não é tão ruim, ela apenas nos mostra o motivo pelo que fugimos durante tempos e tempos. Talvez tudo tenha sido um sonho. Ando confundido esses antônimos sinônimos; realidade e sonho.
Enquanto ele não vem, vou colocar uma maquiagem escura, como uma mascara mesmo. Tento esconder, vou escondendo. Na espera que volte, que volte para mim.
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